A internet mostra, diariamente, que existem muitas possibilidades de colocar um projeto de escrita em prática.

Projeto literário não precisa ser livro: entenda por que

Eu sempre gostei muito de escrever! Além de exercitar a produção de conteúdo em todos os cargos que ocupei na minha trajetória profissional até o momento, eu sempre tive a escrita como um hobby, uma paixão e uma forma de me fazer presente neste mundo — eu já escrevi aqui sobre isso, inclusive. Mas, eu nunca tive um projeto literário, porque, afinal, escrever um livro nunca fez parte dos meus planos!

Esse foi meu pensamento até algum tempo atrás, quando uma chavinha virou dentro de mim e eu percebi como essa lógica estava limitando o meu hábito de produzir conteúdo. A virada dessa chave não fez com que escrever um livro passasse a fazer parte dos meus planos — eu sigo sem ter essa intenção, na verdade. O que eu eu percebi é que um projeto literário pode, na verdade, ser apenas um projeto pessoal de escrita e há inúmeras formas de fazer isso acontecer, além da publicação de um livro. E o meu desejo de transformar a escrita em mais do que um hobby estava, na verdade, ligado a essas outras formas, como eu, enfim, descobri!

Eu sempre produzi muitos conteúdos por conta do rumo que a minha carreira trilhou e, por isso, a escrita no âmbito pessoal acabou ficando de lado. Primeiro, porque eu escrevia muito no meu horário comercial e pensava que o meu descanso precisava ser de uma outra forma. Segundo, porque eu tinha pouco tempo disponível para colocar projetos pessoais em prática. Ou porque, como fui descobrir mais tarde, eu administrava mal meu tempo e meus interesses e optava por abandonar o que eu queria fazer por mim para dar conta de cumprir os compromissos que eu fazia com outras pessoas.

Terceiro, e mais importante neste cenário que apresento aqui, porque eu não tinha nenhum objetivo traçado com o meu projeto pessoal de escrita. Escrever para que se eu não tenho intenção de publicar o que eu escrevo, não é mesmo? O publicar, para mim, estava muito associado à ideia de um livro e essa, como você já sabe, não era a minha intenção. Eu cheguei a pensar, algumas vezes, na possibilidade de montar um blog, mas tinha medo de que eu não tivesse conteúdo suficiente para sustentar uma frequência de publicações.

O meu hábito de consumir, freneticamente, conteúdos na internet foi o que me fez virar essa chave e perceber que existem inúmeras possibilidades de colocar um projeto de escrita em prática. E é isso que eu quero compartilhar no post de hoje. Acompanhe!

Blog

Desde que a internet passou a fazer parte do nosso dia a dia, os blogs representam uma plataforma extremamente relevante para a publicação de conteúdos. Foi com eles, inclusive, que eu aprendi a consumir conteúdo na internet e, até hoje, tenho aquelas páginas que nunca saem dos favoritos do meu navegador.

Ter um blog pode ser uma excelente forma de colocar um projeto pessoal de escrita em prática, te permitindo aprimorar sua técnica de escrita, descobrir os temas sobre os quais você mais gosta de escrever e, até mesmo, construir sua própria audiência. Fazer de um blog uma fonte de renda também é uma possibilidade bem real, mas não vou me estender nisso, porque, definitivamente, não tenho conhecimento suficiente para te ensinar a como fazer isso.

Um ponto bem relevante que vale destacar é que um blog pode ser uma excelente ferramenta para você divulgar seu trabalho, fazendo dele um portfólio para mostrar o seu estilo de escrita e a sua capacidade de produzir conteúdos de temas variados. Além disso, com ele você tem a possibilidade de construir uma rede de conexões interessante, envolvendo pessoas que também habitam o mundo blogueiro.

Eu não vou negar que a forma como eu consumia conteúdos em blogs mudou radicalmente com o advento do Marketing de Conteúdo. Com as empresas passando a ocupar o universo blogueiro, esse tipo de plataforma praticamente perdeu o que eu mais gostava: a possibilidade de conhecer as pessoas por meio do que elas escreviam na internet. Juro, eu me sentia amiga das blogueiras que eu acompanhava sem nunca ter trocado uma palavra sequer com elas. Com o Marketing de Conteúdo, as pessoas passaram a usar os blogs muito mais pra vender e muito menos pra mostrar quem são!

Vale ressaltar que essa é a minha percepção e que os blogs ampliam, cada vez mais, o potencial de publicação e disseminação de conteúdos — com funcionalidades cada vez mais completas, inclusive. Portanto, eles podem, sim, ser uma ótima possibilidade para você, dependendo do seu objetivo.

Outro ponto que vale ressaltar é que você pode não ter o seu próprio blog, mas ser colaborador de um. Mas se, ainda assim, você acha que blog não é o seu caminho, fique tranquilo: existem muitas outras possibilidades para a publicação dos seus textos.

Medium

O Medium foi lançado como uma opção de publicador que poderia salvar a internet da chuva de informações e textos rasos e sem novidades que proliferam na rede — o que, para mim, é um reflexo negativo do Marketing de Conteúdo (que oferece inúmeros benefícios, vale ressaltar). O slogan da plataforma é “um lugar melhor pra ler e pra escrever coisas que importam” e, em geral, ela entrega o que promete.

O mais interessante do Medium é que as pessoas que publicam aqui não estão tão interessadas em métricas e algoritmos (como costuma ser o caso dos blogs) e prezam mais, na verdade, pela qualidade dos textos e das reflexões promovidas a partir dos conteúdos. Aqui, o mais importante não é ranquear, mas sim construir uma rede de conexões e trocar experiências sobre um determinado assunto.

Exatamente por isso, a plataforma é uma ferramenta utilizada por muitos escritores independentes para a publicação de seu trabalho, já que o objetivo deles não é escrever para o Google e sim para o seu público de interesse. Se você pretende colocar um projeto pessoal de escrita em prática e ainda não sabe qual plataforma utilizar, vale muito a pena pesquisar mais sobre o Medium, porque ele pode ser o caminho certo para você.

Página nas redes sociais

Esse é um outro caminho bem comum para quem pretende colocar em prática um projeto de escrita e, sob alguns aspectos, também pode ser um caminho mais fácil. Digo isso porque, se você já possui um perfil pessoal nas redes sociais, naturalmente já tem uma audiência por lá (mesmo que ela seja composta apenas pelos seus amigos) e esse é um pontapé bem importante para você medir a relevância do seu projeto.

O Facebook, apesar de bastante esvaziado, continua sendo uma boa ferramenta para publicação de conteúdos e pode ser uma boa ideia criar uma página por lá para divulgar seus textos. Vale ressaltar que, inevitavelmente, os habitantes desse mundo são reféns de Marck Zuckerberg e seu rígido e misterioso sistema de algoritmos, e que isso pode dificultar, consideravelmente, o alcance dos seus textos.

Outra possibilidade está no Instagram e esse, inclusive, foi um dos caminhos que escolhi para o meu projeto pessoal de escrita. Essa é uma das redes sociais que eu mais utilizo e é por lá que se dá o maior volume de interações entre a minha rede, por isso achei que seria uma boa ideia divulgar meus textos por lá.

Em junho de 2019, nasceu o Eu Vejo Uma História, um perfil no Instagram onde eu publico histórias cotidianas que demonstram um pouco do meu jeito de enxergar o mundo. Obviamente, por lá também é preciso enfrentar os conflitos com os algoritmos, mas como o alcance AINDA não é um dos meus objetivos com esse projeto, eu sigo me sentindo bem confortável por lá.

O LinkedIn também tem ganhado bastante espaço em termos de publicação de conteúdo e se transformado numa plataforma bastante interessante para quem quer construir autoridade em um determinado assunto. A ressalva aqui é que essa é uma plataforma de networking profissional e que os assuntos discutidos por lá são bastante ligados ao mundo corporativo ou ao empreendedorismo. Por isso, saber se esse é ou não o melhor caminho para você vai depender do objetivo do seu projeto de escrita.

Podcast

Por fim, chegamos à mais recente das plataformas que eu gostaria de listar neste conteúdo, que, diga-se de passagem, tem ganhado cada vez mais espaço e conquistado um número cada vez maior de seguidores por aí. Eu mesma era quase uma desconhecida para o mundo dos podcasts até pouco menos de dois anos atrás, quando conheci um amigo bastante adepto do meio e que não mede esforços para sair por aí evangelizando sobre os podcasts. Bom, não dá pra negar que ele conquistou mais uma fiel seguidora — e, na verdade, sou eu que tenho que agradecer (obrigada por isso, Rafa!)!

Essa, com certeza, é uma forma um pouco mais audaciosa de tirar um projeto de escrita do papel, porque não é, exatamente, uma ferramenta para publicação de textos. Mas, talvez mais do que outros formatos, o podcast oferece um potencial de personalização incrível, porque nele você pode colocar a sua voz, o tom e a entonação que você quer dar aos seus textos e guiar o “leitor” (que, na verdade, é um ouvinte) exatamente pelo caminho que você quer seguir.

Eu deixei de ver os podcasts como um entretenimento e passei a vê-los como uma forma real de produzir e consumir conteúdos e, logo, como uma excelente estratégia para tirar um projeto pessoal de escrita do papel, quando descobri alguns programas com os quais eu me identifico demais. Se você é novo nesse universo pode se assustar com a quantidade de projetos literários que estão espalhados pelo Spotify, Deezer e outras plataformas que suportam esse formato de conteúdo.

Eu não só poderia escrever um post inteiro sobre podcasts, como vou fazer isso! Portanto, vou parar esse tópico por aqui, para não correr o risco de dar spoilers. Eu prometo que, nas próximas semanas, vou publicar um texto com uma lista de podcasts que podem servir de inspiração para o seu projeto de escrita. Até lá, que tal conferir meu post sobre os livros indispensáveis para quem produz conteúdo? Tem muita fonte de inspiração por lá também.

E, então? Qual plataforma você mais usa para consumir conteúdos? E qual já utiliza ou pretende utilizar para publicar os seus textos? Se quiser trocar uma ideia sobre isso, eu vou adorar! Você pode me encontrar no LinkedIn ou no Instagram.

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Jornalista de formação, acredito que a comunicação, muito mais do que prospectar clientes e fortalecer uma marca, tem poder de transformar a vida das pessoas.

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Rafa Baião

Rafa Baião

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